Suporte ventilatório: indicações de uso e
seus diversos tipos

A ventilação mecânica, também chamada de suporte ventilatório, trata-se de um método que auxilia no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada.

Ela acontece através do uso de aparelhos que, de maneira intermitente, insuflam as vias respiratórias com volumes necessários de ar.

Mas quando o suporte respiratório é realmente utilizado? Bom, para responder essa pergunta, você vai ver o que diz o artigo “Ventilação mecânica: princípios, análise gráfica e modalidades ventilatórias“, de Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho; Carlos Toufen Junior; Suelene Aires Franca.

Além disso, você também vai conhecer alguns tipos de ventilação mecânica, segundo o blog CPAP Vital. Aproveite!

  • Reanimação devido à parada cardiorrespiratória;
  • Hipoventilação e apnéia: A elevação na PaCO2 indica uma hipoventilação alveolar. Ela pode acontecer de forma aguda, como em pacientes com lesões no centro respiratório, intoxicação ou abuso de drogas e na embolia pulmonar, bem como de forma crônica nos pacientes portadores de doenças com limitação crônica ao fluxo aéreo em fase de agudização e na obesidade mórbida;
  • Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar intrínseca e hipoxemia.
  • Falência mecânica do aparelho respiratório:

– Fraqueza muscular/Doenças neuromusculares/Paralisia;

– Comando respiratório instável (trauma craniano, acidente vascular cerebral, intoxicação exógena e abuso de drogas).

  • Forma de prevenção de complicações respiratórias:

– Restabelecimento no pós-operatório de cirurgia de abdome superior, torácica de grande porte, deformidade torácica, obesidade mórbida; e

– Parede torácica instável.

  • Redução do trabalho muscular respiratório e fadiga muscular.

Durante o suporte ventilatório, o seu ciclo com pressão positiva por ser dividido em quatro etapas. São elas:

Quando o ventilador realiza a insuflação pulmonar, de acordo com as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório. Válvula inspiratória aberta.

Nela acontece a transição entre a fase inspiratória e a fase expiratória.

Acontece após o fechamento da válvula inspiratória e abertura da válvula expiratória. Desse modo, permite que a pressão do sistema respiratório se mantenha em equilíbrio com a pressão expiratória final determinada no ventilador.

Fim do clico, onde se encerra a expiração e ocorre o disparo do ventilador. Sendo assim, inicia-se uma nova fase inspiratória.

Nela, é criado um mecanismo misto de disparo da fase inspiratória por tempo ou pressão. Então, enquanto o disparo por pressão é ativado pelo esforço inspiratório do paciente (assistido), o disparo por tempo é executado pelo aparelho (controlado). Ou seja, ele funciona como um mecanismo de resgate, que é ativado somente quando o ciclo assistido não ocorre. Dessa forma, garante-se uma frequência mínima de respiração.

Este tipo de ventilação consiste em ciclos divididos entre o esforço do paciente (espontâneo) e o uso do ventilador (controlada/assistida). Esse esse esforço inspiratório do paciente gera um ciclo adicional do aparelho.

Nele, os esforços do paciente contam com o auxílio de um suporte de pressão. Ele é ajustado pelo médico, de modo a determinar um volume corrente aproximado de 10 ml/Kg. Desse modo, a cada ciclo, o suporte de pressão é iniciado logo que o aparelho detecta o esforço do paciente (por pressão negativa ou fluxo). O ciclo é encerrado a partir do paciente ou pelo próprio ventilador, quando o fluxo atinge um nível determinado. O PS ajuda a reduzir o trabalho respiratório, leva conforto ao paciente e respeita sua fisiologia respiratória.

Nela, uma pressão constante durante a inspiração é proporcionada, a partir de um fluxo desacelerado. Sendo assim, os riscos de barotrauma são reduzidos. Além disso, o tempo inspiratório também pode ser aumentado. A Pressão Controlada não gera pico de pressão, cursando com menores pressões médias. No entanto, ela não garante volume corrente.

Mantém uma pressão inspiratória contínua nas vias aéreas. Por outro lado, a expiração do paciente é feita de forma totalmente espontânea. Ela possibilita a manutenção das vias aéreas e alvéolos abertos, o que melhora a oxigenação.

Os aparelhos BiPAP possuem dois níveis diferentes de pressão: a sobre a inspiração (IPAP) e a sobre a expiração (EPAP). A segunda, por sua vez, é sempre mais baixa, de modo a facilitar ao máximo a expiração. Sendo assim, o esforço para exalar é menor, em comparação com outros dispositivos.

Sua principal característica é a de garantir volume corrente. Contudo, ela gera pressões médias de vias aéreas mais elevadas, graças ao seu pico de pressão inicial. Tanto o Volume Controlado quanto a Pressão Controlada permitem ventilação assistida ou controlada. Ela garante ao paciente o recebimento self writing essay de um determinado volume corrente pré-programado, de acordo com um fluxo e tempos inspiratórios pré-programados.

Neste tipo de suporte ventilatório não existe qualquer participação do paciente. Aliás, recomenda-se que ele esteja sedado para recebê-lo.

Nela, o esforço do paciente acontece apenas no início da fase inspiratória. A ventilação se inicia a partir deste esforço.

Quer saber mais sobre ventilação mecânica e suporte ventilatório? Então continue no nosso blog e leia a matéria “Pneumologia na Ventilação Mecânica: entenda melhor como surgem as doenças e como evita-las“.

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