Exame de Espirometria: as principais
informações sobre esse teste
Entenda em qual momento o exame de Espirometria é eficiente.
Conhecido, também, por Prova de Função Pulmonar ou Exame de Sopro, o Exame de Espirometria é um processo simples e com resultado rápido. Pois, ele indica as anormalidades no sistema respiratório, ou até mesmo, aponta a potência desse sistema, especialmente para a performance de atletas de ponta, por exemplo.
Nesse artigo, nós reunimos as principais informações sobre esse exame.
Então, leia e confira o que é, como é feito, como preparar o paciente e o aparelho necessário para a realização do mesmo, baseado no artigo do Portal TeleMedicina. Boa leitura!
O que é Exame de Espirometria?
Primeiramente, trata-se de um teste de diagnóstico, utilizado para avaliar os volumes respiratórios. Assim, é possível medir a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, fluxo e tempo de respiração. Por isso, é considerado um dos exames mais importantes de avaliação do funcionamento do sistema respiratório.
Solicitado pelo clínico geral ou pneumologista, é ferramenta de diagnósticos de problemas. Mas, pode ser utilizado, também, para avaliar possível melhora de doenças, de pacientes em tratamento. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPO), bronquite e fibrose pulmonar, por exemplo.
Além disso, é aplicado em atletas de alta performance, para avaliação da capacidade respiratória. A fim de entender quais as informações necessárias para melhorar o desempenho.
Como é feito o Exame de Espirometria?
Simples e rápido, esse exame tem duração média de 15 minutos, e pode ser realizado em consultório médico.
Primeiramente, uma presilha de borracha é encaixada no nariz, exigindo que a respiração do paciente seja apenas pela boca. Então, durante o processo de respiração, um computador registra todas as informações, para que os médicos avaliem as métricas.
Depois que isso é feito, o médico pode solicitar o uso de remédios dilatadores dos brônquios, que facilitam a respiração (broncodilatador). E faz-se o teste do sopro novamente, a fim de analisar se houve aumento da quantidade de ar inspirado após o medicamento.
Isso, porque, o aparelho mensura o tempo que o ar leva para percorrer traqueia, brônquios, bronquíolos e chegar nos alvéolos. Estes, portanto, disparam o oxigênio para a corrente sanguínea. Através dos alvéolos, o oxigênio entra nos capilares. O dióxido de carbono sai dos capilares para os alvéolos, liberados através da expiração.
Sendo a tecnologia avançada e de fácil uso, técnicos de enfermagem e enfermeiros especializados podem aplicar o exame. Mas, os laudos devem ser emitidos e assinados por pneumologistas.

Preparação para o exame
Primeiramente, o paciente deve se preparar, atendendo as seguintes recomendações:
- Não fumar no período de 1 hora antes do exame;
- Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas anteriores ao exame;
- Priorizar refeições leves antes do exame;
- Usar roupas confortáveis, evitando as apertadas.
Isso, porque, é necessário cuidado para que os pulmões não sejam afetados por outros fatores, que podem influenciar no resultado e indiquem doença de forma errônea.
Já, dentro do consultório, o paciente deve se sentar em uma cadeira confortável, com os pés totalmente apoiados ao chão. Desse modo, é preciso remover dentaduras e/ou aparelhos ortodônticos e seguir todas as recomendações de realização, corretamente.
Os adultos devem assoprar por pelo menos 6 segundos. Enquanto, crianças até 10 anos de idade, por 3 segundos.
Em que momento o Exame de Espirometria não deve ser aplicado?
Apesar de indolor, é necessário tomar cuidado com o uso de broncodilatador para a realização do teste, porque pode causar taquicardia e ansiedade.
Além disso, não são recomendados para pacientes que apresentem: pneumonia, gripe, tosse com sangue, dor no peito, infarto do miocárdio, deslocamento da retina ou cirurgia ocular recente, crise hipertensiva, aneurisma de aorta torácica, edema pulmonar.
Espirometro: o aparelho para esse exame
São dois tipos de aparelhos disponíveis no mercado. Os de mesa, que funcionam por conexão a computadores. E portáteis, que podem ser levados para todos os lugares, mesmo sem energia elétrica, e conectados a um notebook carregado.
Desse modo, os espirometros portáteis são indicados para profissionais que precisam atender em domicílio, empresas ou outros lugares alternativos.
Aliás, esses aparelhos também podem ser divididos em duas categorias: deslocamento de volume e os sensores de fluxo. Os sensores de fluxo têm um microprocessador ou são computadorizados, proporcionando agilidade ao teste.
É importante investir no aparelho que, além de ser o melhor para sua rotina, tenha qualidade e registro da Anvisa e American Thoracic Society (ATS). Bem como, o atendimento para manutenção de softwares e calibragem, que devem ser feitas com frequência. Assim como, proximidade da assistência técnica.
Interpretação dos resultados
Primeiramente, deve-se considerar as variações a partir de sexo, idade, peso e altura do paciente. Essa análise pode ser feita logo em seguida ao exame, pelo médico, que conseguirá identificar se há problemas ou não, a partir do laudo emitido.
Dois dos principais indicadores são:
- Volume Expiratório Forçado (VEF1 ou FEV1): indica a quantidade de ar que se expira rapidamente, em 1 segundo. Se estiver abaixo do normal, pode ser indicador de asma ou DPOC;
- Capacidade Vital Forçada (VCF ou FVC): quantidade de ar total que se inspira, no menor tempo possível. Quando inferior ao normal, pode ser indicador de doenças pulmonares que dificultam a expansão do pulmão, como fibrose cística, por exemplo.
Geralmente, após a análise do relatório, é normal que o pneumologista indique para uso, uma bombinha para asma. Em seguida, que se faça um novo teste, para avaliar os volumes respiratórios e indicar tratamento ideal.
Atente-se para os resultados
E para isso, é importante contar com um profissional qualificado, orientar os pacientes corretamente e seguir todos os protocolos indicados.
