Cânula de traqueostomia: descubra
como escolher e utilizar

Entenda de uma vez por todas, qual a diferença entre os modelos disponíveis no mercado

Sabemos que, garantir o máximo de conforto para os seus pacientes, é de extrema importância para evitar traumas com o tratamento, isso ocorre, também, no processo de traqueostomia. Por isso, é importante se atentar aos componentes que mais se adaptam ao paciente, como é o caso da cânula de traqueostomia.

O processo de traqueostomia apresenta diversas etapas que, devem ser seguidas para alcançar bons resultados com o tratamento.

Porém, mesmo atendendo todas as diretrizes para a realização do procedimento, sabemos que o desconforto é, muitas vezes é inevitável, mas, pode ser reduzido.

Pensando nisso, preparamos esse artigo que vai mostrar para você, qual a melhor forma de definir a cânula de traqueostomia ideal para o seu paciente.

Além disso, vamos abordar os melhores métodos de aplicação do componente para transposição das vias aéreas em situações de emergência. Aumentando dessa forma as chances de sucesso, e reduzindo os riscos que podem ocorrer durante o processo.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas!

Esse procedimento, consiste em uma abertura realizada na traqueia para a inserção de um tubo (cânula), de forma a facilitar a passagem de ar e aumentar a oxigenação.

A traqueostomia, é indicada em situações em que há obstrução das vias respiratórias superiores do paciente, seja por corpos estranhos (objetos orgânicos ou não), ou por complicações fisiológicas.

Por isso, é indicado em situações que demandam medidas emergenciais ou, em que o paciente necessite de intervenção médica para controle da sua função pulmonar.

O procedimento, muito comum em diversos tipos de tratamentos e cirurgias, na maioria das vezes, é temporário, mas, em alguns casos pode se tornar definitivo.

Nas duas formas, os cuidados são de extrema importância para obter resultados positivos com o tratamento. Dessa maneira, a escolha dos materiais torna-se essencial para uma melhor recuperação.

Pensando na importância do procedimento, é necessário ressaltar que o tratamento deve ser realizado por uma equipe médica capacitada.

Confira os principais cuidados na realização do procedimento clicando aqui!

É muito comum, haver confusão quando falamos de cânulas para transposição das vias respiratórias em diversos casos, principalmente, emergenciais.

Você sabe qual a diferença das cânulas de Guedel e de traqueostomia?

A cânula de Guedel, tem como principal objetivo sobrepor as vias aéreas do paciente em situação de insuficiência respiratória. Por isso, assim como a de traqueostomia, é comumente utilizada em pessoas inconscientes ou com redução do nível de consciência.

Porém, a cânula de Guedel auxilia na desobstrução da orofaringe, fato comum que, geralmente, é causado pela base da língua do paciente que, devido à falta de controle da região, em razão do baixo nível de consciência, encosta na parede posterior da laringe.

Outro ponto de extrema importância, é a proteção do tubo endotraqueal, que pode ser danificado caso haja pressão realizada pelos dentes do paciente. Assim, a cânula evita que esse atrito ocorra.

Já a cânula de traqueostomia, como dito anteriormente, é inserida em uma incisão realizada no pescoço do paciente, local de fácil acesso à traqueia.

Dessa forma, a principal diferença entre os componentes, é a sua forma de aplicação, já que uma envolve processo cirúrgico e a outra não.

Além disso, a traqueostomia é indicada como alternativa quando a intubação orotraqueal que, é o procedimento que utiliza a cânula de Guedel, não demonstra recuperação plena do funcionamento pulmonar do paciente.

Primeiramente, precisamos compreender que a cânula de traqueostomia pode apresentar diversas características diferentes, entre elas, a principal, é o material com a qual é feita.

Hoje, podemos encontrar no mercado, componentes constituídos em plástico e metal, além de apresentarem versões com e sem cuff (ou balonete) nas cânulas plásticas.

Além dos materiais e a presença do balonete, é preciso entender quais são as partes de uma cânula e qual a finalidade de cada uma. Entenda a seguir.

A cânula externa, é responsável por encobrir a incisão. Por isso, apresenta uma placa de metal em sua base, que se estende para as suas laterais.

Além disso, por meio desse componente, é possível fazer a aplicação de um fixador que, pode ser velcro ou cordão feito de algodão, e que ajuda na estabilização da cânula de traqueostomia.

É importante ressaltar que esse componente, não pode ser trocado ou retirado para limpeza fora de um ambiente hospitalar, exceto quando há liberação médica para a realização do procedimento.

A cânula interna, como o próprio nome diz, é inserida no interior do componente externo.

A principal indicação para a manutenção dessa parte da cânula de traqueostomia, é a limpeza frequente que, deve ser realizada, no mínimo, quatro vezes ao dia para, assim, garantir que não ocorra nenhuma contaminação.

O guia, é um componente feito para auxiliar na troca da cânula externa e direciona os movimentos para retirada e colocação da peça.

Dessa forma, o dispositivo não deve ser utilizado para outros fins, já que, quando em contato com o sistema respiratório, pode obstruir a passagem de ar.

Como já mencionamos, os componentes de um sistema de ventilação mecânica, devem ser compatíveis com as características fisiológicas e anatômicas do seu paciente.

Assim, é possível garantir mais chances de sucesso durante o procedimento e reduzir a sensação de desconforto causada pela inserção da cânula, por exemplo.

Dessa forma, é necessário entender as especificidades que diferem o material e, assim, compreender como definir o ideal para o seu paciente.

Entre os tipos disponíveis no mercado, podemos citar:

A cânula metálica, tem a mesma função que as demais, ou seja, facilitar a passagem do ar através da incisão da traqueostomia.

Então, em sua composição, podemos encontrar uma cânula externa e interna e um guia.

Porém, uma das desvantagens desse equipamento, é a necessidade de troca para os componentes de plástico durante a realização de alguns tratamentos. Entre esses procedimentos, podemos citar:

  • Tratamento radioterápico;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografias na região da cabeça e pescoço;
  • E demais contraindicações estabelecidas pelo médico responsável.

A cânula com balonete se difere por ter em sua composição o cuff que, é responsável por impedir a passagem de líquidos e secreções para o trato respiratório.

Além disso, o componente impede que haja escape do ar através do sistema respiratório superior.

O tratamento com essa versão, é indicada para pacientes que passarão por um longo período com o dispositivo, assim evita situações de risco à sua saúde.

Essa versão, possui duas peças principais que são utilizados diretamente pelo paciente e, acessórios usados para manutenção ou situações que recebam indicação médica.

As peças são: cânula externa e interna, que podem ser incluídas no conector para oxigênio, tampa de proteção antitosse e válvula de fonação.

Ao contrário das cânulas metálicas, a plástica não tem em sua composição base (cânula externa e interna), nenhum tipo de trava. Por isso, utilizar um desses componentes é essencial para fazer essa função.

A GVS atua, desde 1979, na fabricação de componentes para filtração em diversos segmentos da indústria e área medica.

Buscamos sempre o aprimoramento constante dos processos de desenvolvimento e fabricação. Da mesma forma, priorizamos a implementação de processos de vistorias rigorosos e, assim, oferecemos o melhor em qualidade e eficiência.

Por isso, disponibilizamos aos nossos clientes uma infinidade de opções que proporcionam segurança e conforto para seus pacientes. Por exemplo, nossa linha de filtros para traqueostomia, que são projetados e fabricados para se adaptar a todas as cânulas disponíveis no mercado.

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https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-assistenciais/traqueostomia-adulto-final.pdf

https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hu-univasf/acesso-a-informacao/normas/protocolos-institucionais/InserodecnulaorofarngeaGUEDEL.pdf

https://www.accamargo.org.br/sites/default/files/2020-08/manual-traqueostomia.pdf

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