O que é segurança alimentar e segurança
do alimento

Entenda porquê segurança alimentar é tão diferente de segurança do alimento

Hoje vamos falar de dois termos muito parecidos, mas com significados totalmente diferentes. Segurança alimentar e segurança do alimento são conceitos que confundem muito à primeira vista.

Aliás, profissionais e estudantes da Gestão da Qualidade, focados na indústria dos alimentos, provavelmente já se depararam com esses dois termos.

Afinal, apesar de tão parecidos, muito se confunde sobre a aplicabilidade de cada um dele e, como consequência, dificulta-se o uso correto de ambos.

Com base nas certificações, como a ISO 22000 por exemplo, que reconhece as indústrias alimentícias, comprometidas com a segurança dos seus produtos, vamos discorrer abaixo sobre as principais diferenças. Conheça!

Primeiramente, vamos falar do principal componente desse texto e de seu conceito: alimento.

Portanto, o termo alimento pode ser entendido como toda substância que os seres vivos ingerem, para manter o funcionamento de suas funções vitais. Podendo ser processado, semiprocessado ou natural.

Desse modo, aqui neste ponto, não estamos falando exclusivamente de alimentos saudáveis, que se encaixam em outra categoria e, por isso, abrem espaço para uma discussão totalmente aprofundada.

De fato, ao contrário do que muitos acreditam, trata-se do direito de todos, ao acesso do alimento de qualidade, com teor nutricional, em quantidades suficientes para assegurar nutrição e saúde ao indivíduo, a partir do pleno funcionamento de suas funções biológicas.

Para você entender melhor sobre segurança alimentar, o termo “food security” surgiu na Europa, logo após as guerras mundiais, que devastaram qualquer condição de produção dos alimentos. Por isso, muitas pessoas passaram a viver em graus de miséria e fome.

Portanto, esse termo é utilizado, especialmente, para discutir sobre os direitos humanos e o aceso à alimentação.

O termo segurança de alimentos refere-se à garantia de que os produtos não causarão efeitos adversos à saúde quando consumidos. Portanto, é sobre a garantia da qualidade do produto disponibilizado, tanto para consumo humano, quanto animal.

Dessa forma, toda a cadeia produtiva dos alimentos deve trabalhar engajada nessa meta, para garantir a qualidade desses produtos. Ou seja, desde a chegada da matéria-prima, até a oferta do mesmo no mercado, para o consumo final.

Pode-se entender como qualidade, um conjunto de características e propriedades de bens e serviços que suprem necessidades de usuários ou consumidores, sejam elas conscientes ou não, implícitas ou explícitas.

Existem, inclusive, teóricos que citam a qualidade como uma meta que só se atinge, quando é possível cumprir todos os desejos do consumidor.

Assim como dissemos aqui nesse post sobre análise de alimentos, todo e qualquer alimento que seja livre de micro-organismos prejudiciais à saúde, é um alimento seguro. E para isso, deve estar isento de substâncias químicas, físicas e biológicas que comprometam o bom funcionamento do organismo, bem como, coloque em risco a saúde do consumidor.

Isso porque, os alimentos não podem oferecer nenhum tipo de risco, ou seja, não podem estar contaminados por bactérias e vírus.

Além disso, devem estar livres de produtos químicos tóxicos e não podem conter corpos de matéria diferente, como vidro, por exemplo.

Para tanto, os cuidados devem ser tomados para evitar todas as possibilidades de contaminação, que pode ser através de embalagens, contato com superfícies contaminadas etc.

Aliás, todas as indústrias alimentícias têm dever moral e legal de produzir alimentos seguros e investir em segurança do alimento.

Hoje, com o avanço de estudos tecnológicos sobre o assunto, existem diversas certificações ao redor do mundo, capazes de nortear os processos de Segurança do Alimento.

Conforme já citamos acima, temos a ISO 22000, que trabalha com o Sistema de Gestão e Segurança de Alimentos, desenvolvido exclusivamente para empresas e organizações da cadeia alimentar. Criada para assegurar que as organizações sigam os padrões internacionais de produção de alimentos, a fim de garantir a qualidade dos produtos e evitar os danos à saúde do consumidor.

Basicamente, a SGSA cabe para aqueles que estão aptos a fornecer segurança de alimentos, produtos e serviços de alimentação aos clientes.

Portanto, não confunda mais:

  • Segurança alimentar: é a garantia do direito ao acesso de alimentos a todo e qualquer indivíduo, para produzir energia suficiente para manter o pleno funcionamento do corpo;
  • Segurança do alimento: é a garantia, por parte das indústrias alimentícias, de que, todos os alimentos dispostos no mercado estejam em plenas condições de consumo, de acordo com as normas de qualidade.

Aqui no blog, nós já falamos sobre alguns caminhos e ferramentas para garantir a qualidade do alimento na sua indústria. No post sobre microbiologia de alimentos, falamos sobre como aplicar de forma estratégica e garantir a saúde do consumidor.

Falamos também sobre o Codex Alimentarius, responsável por orientar as exigências e definições na produção de alimentos processados, semiprocessados e crus.

Então, se deseja saber mais, acesse as matérias e confira os caminhos!

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