A corrida da ciência em busca da cura para o novo coronavírus

Veja os processos necessários para encontrar uma vacina e erradicar a doença

O ano de 2020 começou com um assunto comum em todo o planeta. Isso porque o novo coronavírus se espalhou de forma abrupta, surpreendendo populações e governos, deixando as pessoas perplexas.
Neste momento, vivemos um cenário onde uma série de objetivos importantes são almejados. O tratamento dos pacientes que já contraíram a doença, a redução do número de infectados e a busca por uma cura para a doença, por exemplo, são alguns destes objetivos.
Cientistas do mundo todo trabalham exaustivamente para trazerem a solução para esta pandemia o mais breve possível.
Mas o que é necessário para que tenhamos uma vacina disponível em uma escala global?
Neste texto você poderá conhecer detalhes sobre o coronavírus, o processo da descoberta até a distribuição da vacina e como garantir sua saúde na ausência de uma cura.

É uma doença infecciosa, transmitida através de gotículas produzidas nas vias respiratórias das pessoas infectadas. Através de tosse ou espirro, essas gotículas podem entrar em contato direto com boca, nariz e olhos de outras pessoas. Ou então, elas podem ficar em superfícies que serão tocadas por alguém que, posteriormente, pode levar as mãos ao nariz, boca e olhos também.
A COVID-19 faz parte da família dos coronavírus, como passou a ser chamada popularmente. O seu vírus causador é o SARS-Cov-2, ou coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2.

Ainda que cerca de 80% dos infectados pelo vírus não apresentem sintomas e se recuperem sem grandes dificuldades, algumas pessoas estão no chamado grupo de risco (idosos, pessoas com doenças cardiovasculares, pulmonares e diabéticos). 15% dos casos são infecções graves, que requerem auxílio de oxigênio. E os outros 5% são infecções muito graves, que necessitam de ventilação, segundo o artigo “Clinical course and outcomes of critically ill patients with SARS-CoV-2 pneumonia in Wuhan, China: a single-centered, retrospective, observational study”, de especialistas chineses.

A humanidade já passou por algumas pandemias ao longo de sua história, e a do coronavírus está acontecendo no momento onde temos muita tecnologia e recursos para buscar soluções.
No entanto, produzir uma vacina continua sendo uma tarefa complexa.
Todas as suas etapas requerem um trabalho de excelência, para que no fim do processo a vacina seja efetiva de fato.

Para tanto, existem estratégias distintas para criar uma vacina. São elas:

Com uma versão enfraquecida do vírus, o sistema imunológico é capaz de gerar células que farão parte da camada de proteção da pessoa no futuro. Alguns exemplos de vacina produzidas com base nessa estratégia são as de rubéola e catapora, por exemplo.

Neste caso, ao invés de enfraquecer o vírus, é criada uma substância capaz de mata-lo. Desse modo, a doença tem sua reprodução interrompida.
As vacinas contra Hepatite A e raiva são exemplos desta estratégia.
Através dela, pacientes com a imunidade já comprometida podem tomar a vacina. No entanto, ela costuma ser ministrada em diversas doses ao longo do tempo, para continuar garantindo a imunidade à doença em questão.

É a estratégia mais indicada para ser seguida quando o sistema imunológico responde a uma parte do vírus.
Ela o utiliza em sua composição, através de proteínas coletadas em sua superfície.
Vacinas feitas a partir deste método também podem ser ministradas em pessoas com menor imunidade, garantindo sua eficácia após três doses.
As vacinas contra HPV e Hepatite B, por exemplo, foram criadas a partir desta estratégia.

Independente da estratégia escolhida, existe uma série de etapas seguida de forma geral na fabricação das vacinas. São elas:

É um período fundamental de todo o processo, já que ele é o pontapé da fabricação.
As pesquisas ocorrem em grupos e mantém uma cobertura global. Isso porque os países possuem centros de vigilância, que mantém observações e coletas de informações constantes acerca dos vírus, para possibilitar a fabricação de uma vacina.
Em casos de doenças que já conhecemos, como o HIV, as pesquisas são constantes há anos.
No caso da COVID-19, utiliza-se como base outros coronavírus. No entanto, a doença é recente, bem como as pesquisas sobre ela.

É nesta etapa que as estratégias citadas anteriormente são utilizadas.
Com base nas informações coletadas na primeira fase e nas possibilidades apresentadas, uma vacina é desenvolvida.

É neste momento que a vacina produzida até então é colocada à prova.
Inicialmente, os testes são realizados em laboratórios, em cobaias.
Órgãos reguladores exigem rigorosidade nos testes, e só depois dos testes obterem sucesso na chamada fase pré-clínica, eles passam a ser realizados em pessoas.

Nos testes, busca-se comprovar se a vacina atua realmente com foco na doença. Além disso, são avaliados efeitos colaterais e a dosagem ideal para a sua eficácia.

Após a coleta de todos os dados obtidos nos testes, os mesmos são encaminhados para os órgãos reguladores responsáveis. A OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Santinária), por exemplo, são alguns destes órgãos.
Neste momento, é solicitada formalmente a aprovação da vacina para fabricação. Esta solicitação é acompanhada de relatórios completos, com todas as informações inerentes aos testes.

Após a liberação, as vacinas podem passar a ser fabricadas.
No Brasil, como exemplo, a Anvisa divulga as marcas de vacina que podem ser distribuídas e comercializadas no país.
Algumas vacinas requerem orientações gerais da OMS para o início de sua produção, como certamente será o caso da vacina contra a COVID-19, graças às proporções da pandemia

A partir da procura pela imunização, os laboratórios passam a distribuir em locais autorizados a vacina produzida.
No caso do coronavírus, essa distribuição terá escalas gigantescas, já que mais de 180 países relataram pessoas infectadas.
São os locais autorizados que se responsabilizarão por ministrar as vacinas na população.

A produção e distribuição das vacinas é toda calculada a partir da demanda das vacinas. Portanto, revela-se desde já a complexidade de atender todas as pessoas de forma ágil, no que diz respeito à COVID-19.

Veículos de comunicação, pessoas pelo WhatsApp e em todas as redes sociais repetem exaustivamente os cuidados necessários para a prevenção do coronavírus. Mas, ainda assim, vale a pena ressalta-los aqui:

  • lave constantemente as mãos com água e sabão, e quando possível utilize álcool gel 70%;
  • evite contato físico com outras pessoas, como cumprimentos com aperto de mão, abraços e beijos no rosto;
  • evite aglomerações e, tanto quanto possível, evite sair de casa;
  • ao tossir ou espirrar, cubra o rosto com a parte interna do cotovelo;
  • se apresentar sintomas, utilize máscaras;
  • se sentir dificuldades respiratórias, procure ajuda médica.

O cenário atual continua incerto, e não é possível prever quando teremos uma vacina contra a COVID-19. No entanto, todas essas medidas ajudam a reduzir o número de infectados, salvando a vida de muitas pessoas.

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