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Os processos de ventilação mecânica, invasivos ou não, requerem muita atenção dos responsáveis pelo acompanhamento médico do paciente. Dessa forma, alguns pontos devem ter atenção redobrada durante o procedimento, como por exemplo, as posições de decúbito.

O decúbito dos pacientes acamados, principalmente os passivos (que não conseguem se mover sozinhos), melhora a distribuição da ventilação e perfusão pulmonares, resultando na melhora dos níveis de oxigenação sanguínea. Além disso, é essencial para evitar a formação de escaras, ou seja, lesões ocasionadas pela pressão constante em alguns pontos da pele.

Por isso, atentar-se às orientações para mudança de decúbito, higienização e hidratação da pele, bem como as formas de tratamento para as fases do problema, são fundamentais para o conforto e bem-estar da pessoa acamada.

Neste artigo, explicaremos todos os detalhes do processo de mudança de decúbito e as principais posições, para que você obtenha sucesso com o tratamento do seu paciente.

Então, acompanhe o texto e saiba tudo sobre o assunto!

O que é decúbito?

Em geral, o processo de ventilação mecânica exige repouso do corpo do paciente em posição horizonta para que, a equipe médica realiza, com maior facilidade, o processo de intubação, assim como, a manutenção durante o tratamento.

O termo utilizado nas salas destinadas a esse procedimento, como você já deve saber é: posição de decúbito. Contudo, devido à variedade de formas de decúbito, é possível que algumas opções, utilizadas em tratamentos específicos, passem despercebidas.

Por isso, vamos relembrar as principais posições de decúbito. Veja a seguir!

Decúbito dorsal

Também chamada de decúbito supino, e mais comum na rotina de uma equipe médica, ela é constituída pelo posicionamento do paciente com a barriga voltada para cima, sendo a mais comum na rotina de uma equipe médica.

Ela possibilita maior conforto ao enfermo, considerando que as costas e membros ficam em repouso durante o procedimento, e sua cabeça fica, levemente, elevada.

Esta posição é ideal para a intubação do paciente, assim como, pode ser aplicada em processos radiológicos e cirúrgicos, devido a sua versatilidade.

Posição de Trendelenburg

A Trendelenburg, é uma variação da posição anterior, onde há uma inclinação maior da maca ou mesa de operações, para que a cabeça do paciente fique abaixo da linha dos pés.

Neste caso, o corpo do enfermo é posicionado, com uma leve inclinação, na posição transversal, com os membros inferiores mais elevados que os superiores.

Este método, é, comumente, utilizado em cirurgias estomacais e do trato intestinal. Pois, mantém as alças intestinais na cavidade abdominal superior.

Decúbito ventral

Ao contrário da posição de decúbito supina, a posição denominada ventral, coloca o paciente com a barriga voltada para baixo.

Desse modo, é possível reduzir as chances de baixa concentração de oxigênio no sangue, ou hipoxemia, em pacientes com síndrome do desconforto respiratório aguda, que passa por processo de ventilação mecânica.

Conhecido também, por posição prona ou bruços, requer que a cabeça do paciente seja comumente voltada para um dos lados, sendo necessário contar com apoios e travesseiros, para diminuir o desconforto causado pela posição e, assim, atingir o objetivo do procedimento e manter o bem-estar do paciente.

Posição de Fowler

A posição Fowler, é constituída pela elevação da cabeceira da maca em um ângulo que pode varia entre 45° a 60°.

O paciente é colocado pela equipe médica coloca o paciente em uma posição semissentada, que ajuda no alívio da pressão sobre a cavidade torácica. Pois, afasta os órgãos que pressionam o diafragma, facilitando a função pulmonar do enfermo.

A posição de decúbito Flowler, é comumente utilizada para a recuperação de pacientes que passaram por cirurgia abdominal. Pois, preserva-o da formação de edemas e hematomas. Assim como, facilita a alimentação e, em alguns casos, evita a aspiração de secreções.

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Decúbito lateral (esquerdo ou direito)

Nesta posição de decúbito, coloca-se o paciente deitado sobre a lateral esquerda ou direita do corpo, com a perna que está do lado de cima levemente flexionada.

Este procedimento, é ideal para facilitar a coleta de exames e aumentar o conforto do paciente, aliviando a pressão nas costas e amenizando o surgimento de escaras nessa região.

Posição de Sims

A posição de Sims, é uma variação sutil do decúbito lateral, explicado acima. Neste procedimento, o paciente é posicionado horizontalmente e de lado. Porém, a perna que está do lado de cima, é separada e flexionada.

A equipe médica consegue ter acesso rápido e fácil ao sistema excretor e digestivo, facilitando a coleta para exames e de procedimentos cirúrgicos.

Além disso, processo de decúbito de Sims oferece agilidade e praticidade, dependendo do quadro clínico do paciente, além de proporcionar conforto.

Posição de Proclive

A posição Proclive, é semelhante ao decúbito de Trendelenburg. Pois, utiliza a inclinação da maca com o paciente em posição dorsal, para facilitar procedimentos cirúrgicos.

O decúbito Proclive, ainda é utilizado para reduzir a pressão pulmonar em processos longos, assim como, evita a aspiração de secreções, por exemplo.

Posições de decúbito e o surgimento de escaras

Os tratamentos que exigem a imobilização do enfermo, ou quadros clínicos de incapacitação motora, podem ocasionar as escaras de decúbito.

Estas lesões, são causadas pela pressão em determinados pontos, em virtude de longos períodos em decúbito dorsal, por exemplo.

Por meio da redução de irrigação sanguínea e, do atrito entre a pele e as roupas de cama, as escaras de decúbito podem afetar o seu paciente.

Existem quatro etapas para a classificação destas lesões, sendo elas:

  • Primeira etapa: a ferida atinge camadas superficiais da pele;
  • Segunda etapa: o ferimento compromete a pele e região subcutânea;
  • Terceira etapa: a lesão atinge o tecido muscular;
  • Quarta etapa: o ferimento torna-se mais profundo, causando exposição de ossos e articulações.

Prevenção de escaras causadas pelas posições de decúbito

Como vimos anteriormente, o tratamento para escaras deve ser realizado o mais rapidamente possível. Pois, o seu agravamento ocorre de maneira rápida e, é extremamente prejudicial.

A melhor forma de combater esse problema, é através da prevenção. Por isso, separamos algumas dicas, para garantir a segurança do seu paciente e impedir o desenvolvimento de escaras de decúbito.

Acompanhe e saiba como assegurar a integridade do paciente em decúbito!

  • Atentar-se ao suporte utilizado, optar por colchões de ar, água ou gel, que evitem a compressão de áreas vulneráveis;
  • Realizar exames periódicos na pele do paciente, em especial nos locais de pressão, dependendo da posição de decúbito em que ele se encontra;
  • Ter cuidado ao realizar os cuidados básicos de higiene, ou seja, não esfregar a pele ou criar outros tipos de atrito;
  • Manter a pele do paciente seca após o banho e realizar procedimentos de hidratação;
  • Estimular a movimentação, com base nas limitações físicas do enfermo.

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Referências

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/escara-ulcera-de-pressao/

https://telemedicinamorsch.com.br/blog/decubito-dorsal

https://telemedicinamorsch.com.br/blog/decubito-ventral

https://www.scielo.br/j/reeusp/a/yZ9zSSgdRGXyKPcczLBS5qb/?lang=pt#:~:text=O%20dec%C3%BAbito%20pode%20influenciar%20na,dorso(9%2D14).